Tese aponta para assassinato de Caravaggio

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Boy with a Basket of Fruit, 1593–1594

Uma nova pesquisa favorece a tese de que o pintor italiano Michelangelo Caravaggio (1571-1610) teria sido assassinado. Vincenzo Pacelli, historiador de arte e especialista na obra de Michelangelo Merisi, avançou a hipótese de que Caravaggio tivesse sido assassinado pela Ordem dos Cavaleiros de Malta com a conivência da Curia Romana na obra intitulada Caravaggio – Entre a Arte e a Ciência.
As circuntâncias da morte de Caravaggio (1571-1610) permanecem obscuras e os especialistas apresentaram várias teses. Existe a versão que teria morrido de paludismo numa praia da Toscânia, também a de que teria falecido na cama de um hospital, ou sido assassinado pela Ordem de Malta. A última versão é a defendida por Vincenzo Pacelli, a partir de pesquisas realizadas nos arquivos secretos do Vaticano.
O professor da Universidade de Nápoles, sustenta que os Cavaleiros da Ordem de Malta teriam perseguido o artista, alegando que ele havia ferido seriamente um cavaleiro da Ordem durante uma luta, assassinando-o e lançando o seu corpo ao mar, em Palo, não muito longe de Civitavecchia, ao norte de Roma. O assassinato foi alegadamente perpetrado com o consentimento tácito do Vaticano, uma vez que o delito foi o ataque de Caravaggio a um cavaleiro sénior da Ordem. Misteriosos e contraditórios são os dados existentes na correspondência entre o Cardeal Scipione Borghese, um secretário de estado do poderoso Vaticano, e Gentile Deodato, o embaixador do papado, que situa o local da morte de Caravaggio, na ilha de Procida, perto de Nápoles, elemento inconsistente de acordo com o professor.
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Quatrocentos anos depois da sua morte, a Santa Sé recusou-se a comentar a teoria desenvolvida por Vincenzo Pacelli, e a Ordem de Malta não hesita em descrevê-la como “ficção científica”.

Fonte: Arte Capital