Rota do Escravo presta homenagem ao tráfico negreiro

O Brasil apresentou uma lista de 115 locais que formarão parte da “Rota do Escravo”, projeto realizado no âmbito da Unesco em memória do tráfico negreiro e da herança histórica deixada pelos africanos em diversos países.
“Esse projeto existe para pensar a diáspora negra e para criar propostas que deem visibilidade aos aspectos positivos dessa que foi a maior transferência forçada de população que nós tivemos na história”, explicou à agência Lusa o representante brasileiro do Comité Científico Internacional da Unesco, o antropólogo Milton Guran.
(…)
Entre os locais mais emblemáticos escolhidos, o antropólogo destaca o Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro, onde funcionou durante anos o maior centro de comercialização de escravos da América Latina.
Ao todo, o inventário lista 13 portos e mercados oficiais por onde chegavam os africanos, além de 15 praias de desembarque ilegal e locais de quarentena.
(…)
O projeto está integrado no programa “Rota do Escravo: Resistência, Herança e Liberdade”, criado em 1994 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), ao qual outros países de passado escravocrata também já apresentaram suas rotas.
A apresentação no Brasil ocorre no âmbito da 4.ª Edição do Festival Internacional do Filme de Pesquisa sobre História e Memória da Escravidão Moderna, cuja abertura acontece hoje no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro.

Fonte: RTP