Vereador da Cultura assegura “transparência” de escolha de programador para teatros do Porto

 

rivoli

O vereador da Cultura da Câmara do Porto justificou hoje a “transparência” do concurso público para escolher o programador para os teatros Rivoli e Campo Alegre devido à ausência de reclamações à escolha preliminar de Tiago Guedes.

Em declarações durante a reunião pública do executivo municipal do Porto, Paulo Cunha e Silva foi parco em explicações porque “o processo de tramitação” do concurso “ainda não acabou”, mas indicou a ausência de contestação dos outros dois finalistas como prova de “transparência do processo”.

“A evidência de transparência está no facto de não ter havido reclamações”, vincou o vereador da Cultura, em resposta às críticas feitas pelo social-democrata Ricardo Almeida sobre as “suspeitas” lançadas sobre o procedimento.

Também o presidente da autarquia, Rui Moreira, esclareceu não poder pronunciar-se sobre o assunto devido aos “trâmites legais” do processo.

Ricardo Almeida pediu, na reunião, novidades sobre a matéria e referiu a “suspeita, desde o início do concurso, de que o vencedor seria Tiago Guedes, que foi quem venceu”.

Paulo Cunha e Silva sustentou que o processo “correu normalmente”, com oito candidatos numa fase inicial e três finalistas, depois de um quarto candidato que chegou à segunda fase ter sido eliminado por questões burocráticas.

Hoje foi a primeira vez que o vereador da Cultura se referiu aos resultados do concurso, limitando-se a indicar que o período audiência de interessados não teve contestação.

Tiago Guedes, indicado como vencedor preliminar do concurso público lançado pela Câmara do Porto para escolher o programador do Teatro Rivoli alertou a 02 de julho que “o processo não está fechado”, já que decorria o “período de audiência de interessados”.

Classificado em segundo lugar no concurso, José Luis Ferreira, diretor do S. Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, adiantou à Lusa que não vai “prestar declarações absolutamente nenhumas” sobre o assunto.

Ana Figueira, a terceira das finalistas, esclareceu que não pretende contestar o resultado.

Tiago Guedes foi o vencedor do concurso público para encontrar o futuro diretor do Teatro Municipal do Porto — Rivoli e Campo Alegre, revela a edição de hoje do jornal Público.

Não existindo contestação dos outros finalistas, a Câmara celebrará com Tiago Guedes um contrato de diretor de programação por três anos e 100,8 mil euros.

O candidato terá entre 60 a 90 dias para apresentar o seu projeto de programação ao vereador da Cultura, Paulo Cunha e Silva.

Em março, o responsável autárquico explicou que terá de aprovar o documento, podendo pedir ao diretor que faça alterações ou defina uma nova programação, caso não concorde com as sugestões apresentadas.

Fonte: Porto Canal