Matosinhos quer ser sede do Museu Nacional da Arquitectura

companhia_vinicola

A velha Real Companhia Vinícola foi adquirida pela Câmara de Matosinhos
e classificada como património municipal

No momento, é apenas uma ruína, que guarda as memórias do primeiro grande complexo industrial construído em Matosinhos, na viragem dos séculos XIX-XX. No futuro, dentro de dois anos, a autarquia quer que este espaço, que tem uma área bruta de 4700 m2, se torne na Casa da Arquitectura e, a partir dela, num museu nacional dedicado a esta arte e disciplina.

O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira pelo presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, no decorrer de uma visita guiada às instalações daquela unidade fabril que, entre 1901 e 1930, foi a Real Companhia Vinícola, da sociedade Meneres & Cª., e após a assinatura de um protocolo entre a associação Casa da Arquitectura e a Ordem dos Arquitectos (OA).

“Se há uma cidade no país com a ousadia de encontrar um lugar onde deva ser feito o Museu Nacional da Arquitectura, é Matosinhos”, reivindicou o autarca, invocando os nomes de Álvaro Siza, aqui nascido, de Eduardo Souto de Moura e de muitos outros arquitectos com obra feita na terra. “A arquitectura é parte da identidade de Matosinhos”, continuou Guilherme Pinto, congratulando-se com a decisão da OA de subscrever com a associação Casa da Arquitectura um protocolo que visa não só “estreitar as relações de cooperação e intercâmbio” entre as duas instituições mas também iniciar um diálogo com vista à instituição de um Museu Nacional da Arquitectura.

Na sua intervenção, o presidente da OA, João Santa-Rita, lembrou o facto de Portugal ser “um dos raros países da Europa que não tem uma instituição nacional para a arquitectura”. Mas pôs também a tónica na necessidade de se iniciar uma discussão alargada a todo o país e de reunir esforços tendentes a esse objectivo.

Fonte: Público

Artigo completo