Novo museu do Porto quase pronto!

 

O projecto de Mário Ferreira foi a resposta a um concurso público lançado pela Câmara do Porto em Julho de 2011. Na altura, o presidente da autarquia, Rui Rio, criticado pelo carácter “vago” do concurso, justificou que não poderia ser de outra forma, porque pretendia “acomodar propostas desgarradas” que tinham chegado ao município.

O empresário e proprietário da Douro Azul acabaria por ser o vencedor e chegou a acreditar que poderia abrir o seu World of Discoveries ainda em Outubro do ano passado. Agora, Abril é a data prevista, e Mário Ferreira, que já fez publicar anúncios na imprensa anunciando a abertura, garante que não haverá mais atrasos. Mesmo estando ainda à espera que a Direcção-Geral do Património Cultural aprove a instalação da rampa que irá ligar a Rua Nova da Alfândega à entrada do centro lúdico.

O acesso será feito pelo piso em que está instalado o museu interactivo e o percurso temático, ficando o piso superior entregue ao restaurante Mundo dos Sabores e o piso inferior, com saída directa para a Rua de Miragaia, dedicado à loja com merchandisingdo espaço.

“Este é um conceito que não estamos a copiar de ninguém. Foi criado inteiramente por mim e pela minha equipa. Espero receber, no mínimo, entre 200 a 300 mil visitantes por ano e estou convencido que não será difícil, porque as pessoas são atraídas por um espaço que tenha qualidade e seja inovador”, diz o empresário.

E esses atributos, garante, não vão faltar no World of Discoveries, um espaço “multissensorial”, cuja parte museológica envolveu, “oito historiadores” do CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, da Universidade do Porto, e cuja concepção levou ao Porto especialistas de vários cantos do globo. A mecanização da área temática está entregue a uma empresa francesa que trabalha com a Disney. Os cenários desta mesma área estão nas mãos de uma empresa inglesa que já trabalhou para filmes de James Bond. Já toda a área de interactividade esoftware foi feita por uma empresa nacional.

Representando um investimento de sete milhões de euros, comparticipado em 45% (reembolsável à taxa zero) pelos fundos comunitários, o espaço deverá dar emprego, em permanência, a “cerca de 25 pessoas”. Mário Ferreira acredita no seu sucesso e defende mesmo que o projecto poderá ser “franchisado” para o Centro e Sul do país.

Fonte: Público