A Brasileira foi assaltada

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O edifício de “A Brasileira”, no Porto, “foi assaltado nos últimos dias”, tendo sido levadas “importantes e valiosas peças de arte” que constituíam “os principais elementos decorativos das salas principais”, disse fonte ligada ao proprietário do imóvel.

Em comunicado, Pedro Oliveira, da OPPA – Investimentos Imobiliários, referiu que o empresário e ex-seleccionador nacional de futebol António Oliveira (actual proprietário do edifício) lamenta o sucedido, apelando às autoridades policiais, e ao público em geral, que “colaborem na identificação dos ladrões”, e “na recuperação das peças de arte furtadas, a maioria das quais são de valor incalculável pelo seu significado histórico e artístico”.
“Tudo o que era valioso foi levado pelos ladrões: caixilhos e revestimentos em cobre, puxadores das portas, espelhos de alabastro, candeeiros originais e rodapés foram arrancados da sala principal, deixando as paredes praticamente despidas”, esclarece Pedro Oliveira.
Na sala do antigo “Caffé di Roma”, no gaveto da Rua Sá da Bandeira e a zona pedonal, “os ladrões destruíram peças fundamentais na decoração daquele mítico espaço, levando consigo tudo o que poderia ser vendido, mas, sobretudo, peças de cobre trabalhado”, afirma.
“Não satisfeitos com as pesadas peças de cobre, algumas das quais pesariam centenas de quilos, e que por isso tiveram, certamente, de serem retalhadas no local, os ladrões dirigiram-se à sala do “snack bar”, correspondente ao gaveto frontal ao Teatro Sá da Bandeira, e levaram também a grade de protecção e o corrimão de toda a escadaria que dá acesso à cave do edifício”, acrescenta.
Segundo o empresário, “trata-se de uma peça de arte de grandes dimensões, construída em ferro trabalhado, cobre e madeiras preciosas, que obrigou os ladrões a uma difícil tarefa de corte dos suportes cravados no betão”.
Segundo análise ao local, “ficou claro que os ladrões utilizaram o prédio contíguo ao edifício de “A Brasileira”, e que foi parcialmente destruído por um incêndio em 2014, para aceder aos espaços nobres, onde desenvolveram a sua tarefa destruidora”.
Pedro Oliveira considera ainda que “pela dificuldade em concretizar um roubo destas dimensões, os assaltantes deverão ter ‘trabalhado’ durante longas horas, ou mesmo dias, provocando barulhos consideráveis, que seguramente teriam de ser ouvidos nos prédios contíguos, já que o edifício se encontrava fechado, mantendo intactas as portas do exterior”.
Fonte: Jornal I