Dois museus entre os finalistas do prémio Mies van der Rohe 2017

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Dois projetos residenciais, dois museus e um novo edifício de apoio à igreja são os finalistas do prémio de arquitectura 2017, anunciados esta quarta-feira pela Comissão Europeia e a Fundação Fundação Mies van der Rohe. “Os edifício colectivos, a complexidade da cidade europeia – tanto contemporânea como histórica – e a capacidade da arquitectura criar espaços simbólicos permitem ampliar o debate sobre as obras finalistas, para lá dos circuitos arquitectónicos, uma vez que respondem às inquietudes da sociedade europeia atual”, disse Anna Ramos, directora de la Fundação Mies van der Rohe. O prémio é atribuído de dois em dois anos e, esta edição, teve sete jurados entre os quais o arquiteto português Gonçalo Byrne.

Entre os 35 nomeados da edição deste ano estavam quatro projetos em Portugal: uma casa em Oeiras de 220 m2, do arquitecto Pedro Domingos; o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia de Lisboa (Maat), assinado pela britânica Amanda Levete; a sede da Edp em Lisboa, do ateliê Aires Mateus e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, do arquiteto Siza Vieira. Na primeira fase da selecção, com 315 nomeados, apareceram outros cinco projetos no País.

Na primeira edição do prémio europeu, em 1988, o vencedor foi o português Álvaro Siza Vieira, com um projeto em Vila do Conde, para o Banco Borges e Irmão, entretanto desaparecido. Em 2005, o estádio municipal de Braga do arquitecto Souto Moura esteve na fase final, assim como o arquiteto Aires Mateus – repetente entre os finalistas, primeiro com o Centro de Artes de Sines (2007) e depois com o lar em Alcácer do Sal (2013).

O vencedor do prémio será conhecido, em Bruxelas, a 16 de maio e entregue dez dias depois no pavilhão Mies van der Rohe em Barcelona.

Museus candidatos:

Museu Katyn, em Varsóvia (Polónia), de BBGK Architekci: o museu recorda um dos traumas polacos, quando cerca de 20 mil cidadãos foram mortos pela polícia secreta soviética na primavera de 1940. O edifício está localizado numa cidadela do século XIX (+)

Memorial Rivesaltes, em Rivesaltes (França) de Rudy Ricciotti: inaugurado em 2015, o memorial foi construído sobre o Campo Marechal Joffre, um campo militar de detenção de civis ao longo do tempo. Em 1942, mais de 2.000 judeus foram transferidos de Rivesaltes para Auschwitz (+)