Vamos todos acompanhar o restauro de “A Ronda da Noite”

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A Ronda da Noite, um dos quadros mais conhecidos de Rembrandt e a principal atração do Rijksmuseum, em Amesterdão, Holanda, vai ser restaurado e todo o mundo vai poder acompanhar esse processo – quer na galeria quer através do site do museu que irá transmitir os trabalhos em direto.

“Por ser uma pintura tão espetacular e importante e tanta gente a querer ver, sentimos que devíamos continuar a mostrá-la ao público mesmo durante a intervenção”, explicou o diretor do museu, Taco Dibbits, em conferência de imprensa. O quadro será colocado numa divisão especial, feita em vidro, concebida pelo arquiteto francês Jean-Michel Willmotte. Lá dentro, os especialistas poderão trabalhar e ao mesmo tempo ser observados pelos visitantes do museu. “Será uma oportunidade única para o público”, diz Dibbits. “Será como ter acesso à cozinha para ver o que o cozinheiro está a fazer.” Além disso, o museu terá sempre disponíveis alguns conservadores que irão responder às questões dos mais de dois milhões de pessoas que visitam anualmente o espaço.

Centenas de especialistas do museu e da Universidade de Tecnologia de Delft, assim como de várias outras instituições do mundo inteiro, estarão envolvidos no processo. O restauro começará em julho de 2019. Antes disso, o museu vai mostrar toda a coleção de mais de 400 obras de Rembrandt numa exposição que assinala os 350 anos da morte do artista. Essa exposição será inaugurada a 15 de fevereiro.

A Ronda da Noite mede 3,80 metros de altura e tem 4,54 metros de largura. O seu nome original é A Companhia do Capitão Frans Banning Cocq e do tenente Willem van Ruytenburch a Preparar-se para Avançar e representa uma companhia de milicianos encabeçada por ricos mercadores de Amesterdão, pintada de forma dinâmica, prestes a marchar, ao invés de ser retratada em fila ou no banquete anual, como era convenção na época. A pintura de Rembrandt é um retrato coletivo em que todos os personagens são retratados individualmente com uma grande precisão, podendo ser reconhecidos não só pelos traços exteriores mas também pelas armas que carregam.

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Fonte: DN