Galeria dos Uffizi, em Florença, reabre sala fechada há 3 décadas

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A Galeria dos Uffizi, na cidade de Florença, em Itália, irá reabrir, nos próximos meses, a sua Sala dos Mapas, que permaneceu fechada durante quase 30 anos, anunciou o diretor do museu, Eike Schmidt. Trata-se de uma sala situada no segundo piso da pinacoteca, que está decorada com mapas e planos do século XVI dos Médicis, sobre domínios florentinos, testemunhos da conceção do mundo, à época.

“Dentro de alguns meses reabriremos nos Uffizi a belíssima sala do ‘Cinquecento’ dos mapas”, que “está fechada desde há quase trinta anos”, explicou Schmidt, à margem de um encontro na sede da Associação de Imprensa Estrangeira em Roma, na passada quarta-feira. A sala abriu pela última vez para a rodagem do filme de terror psicológico “La sindrome di Stendhal” (1996), dirigido por Dario Argento, no qual se viam as portas decoradas com os mapas pintados a óleo, e o grande globo terrestre, de meados do século XVI, uma esfera de quase dois metros de diâmetro.

“Já está na hora de voltar a ser visitável”, considerou o diretor do museu, que explicou que a sala “alberga maravilhas que, sem dúvida, merecem ser admiradas por todos”, como os “esplêndidos” frescos sobre os domínios toscanos, da ilha de Elba ou do Estado de Siena, encomendados pela Casa dos Médicis. “Já temos um projeto preparado e já entrei em contacto com possíveis doadores. Em breve entraremos na fase operativa”, disse o diretor da chamada Galeria dos Uffizi (Ofícios), que reúne obras de artistas como Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Caravaggio, Ticiano, Botticelli, Rafael e Fra Angelico.

Schmidt anunciou, por outro lado, a mudança mais próxima, que acontece já na primavera: a construção de um espaço dedicado a autorretratos de génios da arte, como Rafael ou Rembrandt, que foram retirados do Corredor Vasariano, que percorre a Ponte Vecchio para unir os Uffizi ao imponente Palácio Pitti. Estas são algumas das numeras mudanças que enfrenta um dos museus italianos mais importantes, que este ano superará, pela primeira vez, os quatro milhões de visitantes, de acordo com as previsões que o diretor revelou à imprensa estrangeira.

Fonte: Expresso