Novas descobertas arqueológicas no Vale do Coâ

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Uma equipa de arqueólogos fez novas descobertas de gravuras rupestres representativas da Arte do Côa, com figuras reproduzindo bovinos selvagens e cavalos em movimento, disse à agência Lusa um dos investigadores envolvidos nas escavações arqueológicas.

“Estas novas descobertas vão mudar a visão do sítio arqueológico da Penascosa, já que há um certo movimento nas figuras. Esta nova rocha gravada no xisto vai mostrar que este local é bem mais complexo do ponto de vista arqueológico, do que aquilo que se pensava” explicou à Lusa o arqueólogo Thierry Aubry, um dos profissionais envolvidos na investigação.

Segundo os arqueólogos da Fundação Côa Parque (FCP) há uma longa sequência cronológica no sítio arqueológico da Penascosa que vai desde os 30.000 até aos 15.000 anos.

“As figuras representadas são auroques [ou uruz, uma espécie de bovino primitivo, selvagem] e cavalos em movimento, que estão gravados na rocha de xisto e representam já uma das mais importantes [descobertas] da Arte do Côa”, vincou.

Estas novas descobertas foram dadas hoje a conhecer aos participantes no “Côa Symposium”, que junta especialistas mundiais em arte rupestre, e que hoje termina em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

A arte rupestre do Côa, inscrita na Lista do Património Mundial da UNESCO desde 1998, foi uma das mais importantes descobertas arqueológicas do Paleolítico Superior, em finais do século XX, em toda a Europa, de acordo com arqueólogos.

Aquando da descoberta da “Arte do Côa”, os arqueólogos portugueses asseguraram tratar-se de manifestações do Paleolítico Superior (de 25 mil a 30 mil anos atrás) e estar-se perante “um dos mais fabulosos achados arqueológicos do mundo”.

Desde agosto de 1996, o Parque Arqueológico do Vale do Côa organiza visitas a vários núcleos de gravuras, como Penascosa, Canada do Inferno e Ribeira de Piscos.

Fonte: RTP