Direção-Geral do Património abre classificação de 85 obras de Miró

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A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu o procedimento de classificação de 85 obras do artista catalão Joan Miró na posse do Estado, segundo anúncio publicado em Diário da República.

As 85 obras de Joan Miró (1893-1983) – 13 obras pertencentes à Parups e 72 à Parvalorem — estiveram na posse destas sociedades anónimas de capitais públicos, criadas pelo Estado em 2010, para gerir os ativos e recuperar os créditos do ex-Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado em 2008.

No ano passado, como avançou o jornal Observador, as obras, neste momento parcialmente expostas na Casa de Serralves, no Porto, passaram formalmente das empresas públicas para a posse direta do Estado, com uma avaliação de 54,4 milhões de euros.

Desde dezembro que a Casa de Serralves recebe a exposição ‘Joan Miró e a Morte da Pintura’, que reúne 11 obras provenientes do antigo BPN e 23 peças de coleções estrangeiras.

De acordo com informação publicada na página da Fundação de Serralves, a mostra conta com Robert Lubar Messeri como comissário, à semelhança de ‘Joan Miró: Materialidade e Metamorfose’, que expôs a quase totalidade das obras na posse do Estado no Porto, em Lisboa e na cidade italiana de Pádua.

Quando foi anunciada a exposição, fonte da Fundação de Serralves confirmou à Lusa que as obras previstas para a Casa de Serralves, com projeto do arquiteto Siza Vieira para acolher a coleção de trabalhos de Joan Miró provenientes do antigo BPN, só terão lugar depois de março.

No âmbito do Protocolo de Depósito e de Promoção Cultural assinado em outubro entre a Câmara Municipal do Porto e a Fundação de Serralves sobre as 85 obras de Miró na posse do Estado agora cedidas à cidade, a Câmara Municipal do Porto comprometeu-se a financiar, até um milhão de euros, as obras de ampliação, remodelação ou conservação da Casa de Serralves, que acolherá as obras de Miró.

A autarquia comprometeu-se ainda a um pagamento anual de 100 mil euros à Fundação de Serralves, pelo prazo de 25 anos, para que a coleção seja protegida e promovida nacional e internacionalmente.

Fonte: Notícias ao Minuto