Sociedade de História Natural de Torres Vedras coopera com museu holandês

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A Sociedade de História Natural de Torres Vedras, o Naturalis Biodiversity Centre e a Fundação Mondriaan, ambos da Holanda, estão a investir 193 mil euros num projeto de estudo de fósseis e reconstrução à escala real de dinossauros a partir de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, disse à agência Lusa o presidente da associação portuguesa, Bruno Silva.

O primeiro deles é um ‘triceratops’, cujos fósseis foram escavados nos Estados Unidos da América por investigadores do museu holandês e estão nos laboratórios da Sociedade de História Natural a serem preparados e estudados.

“Este exemplar vai permitir descobrir mais sobre a sua anatomia por ser um dos mais completos ‘triceratops’ a nível mundial”, explicou aquele investigador.

“Com base no material existente, estamos a digitalizar os fósseis que faltam e a reconstruir o animal em 3D, com cerca de 10 metros, utilizando material reciclado dos plásticos”, adiantou.

Aquelas instituições querem dar continuidade ao projeto de reconstrução de dinossauros ou de construção de modelos de dinossauro.

A réplica do animal, construída a partir dos fósseis verdadeiros, vai ficar em exposição no Naturalis Biodiversity Centre, enquanto o modelo vai ficar em Torres Vedras e fazer parte da exposição do futuro Dino Museu, projeto da Sociedade de História Natural.

O museu holandês e a sociedade portuguesa estão também a organizar a exposição “T-Rex in Town”, que está em digressão internacional pela Europa, encontrando-se patente até março no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, de onde parte nessa altura para Glasgow, no Reino Unido.

A exposição mostra um ‘t-rex’ escavado nos Estados Unidos da América, um dos três mais completos esqueletos de um ‘t-rex’ conhecidos, com 80% do esqueleto completo, e fósseis do espólio da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.

Entre eles, destacam-se os fósseis de um dinossauro ‘estegossauro’, de um ‘saurópode’ e de um ‘torvossauro’, os dois primeiros encontrados no litoral do concelho de Torres Vedras e o último em Peniche.

A exposição aposta na componente interativa, levando os visitantes por exemplo a pintar de forma digital a pele de um ‘t-rex’, a andar de bicicleta, simulando a fuga deste predador, ou a assistir à eclosão de um ovo, que é recriada através de tecnologias.

As duas instituições estão também a organizar para 12 e 13 de abril um simpósio internacional sobre a aplicação do 3D a projetos museográficos e científicos.

Fonte: Torres Vedras Web