Museu Nacional da Música vai ser transferido por inteiro para o Palácio de Mafra

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A ministra da Cultura anunciou esta quinta-feira que o Museu Nacional da Música vai ser instalado por inteiro no Palácio Nacional de Mafra, onde deve abrir ao público em 2021, uma decisão que não coincide inteiramente com o que fora anunciado pelo seu antecessor, Luís Filipe Castro Mendes, que em Janeiro de 2018 já previa que a exposição permanente ficasse em Mafra, mas admitia a existência de um segundo pólo em Lisboa, que acomodaria o Arquivo Nacional Sonoro e algum património relativo à etnomusicologia e à música popular portuguesa.

Graça Fonseca assegurou agora que “o Museu da Música não será dividido em dois espaços diferentes” e vai ser todo ele concentrado na ala norte do Palácio de Mafra. Essa mesma intenção fora já assumida durante o Governo de Passos Coelho pelo secretário de Estado da Cultura Jorge Barreto Xavier, na sequência de outros destinos que, em diferentes momentos, chegaram a ser aventados, como o da transferência para o convento de São Bento de Cástris, perto de Évora, anunciada em 2010, no segundo Governo de José Sócrates, pelo então secretário de Estado da Cultura Elísio Sumavielle.

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A ministra da Cultura afirmou que a transferência do museu para Mafra, que tem sido alvo de algumas críticas, “faz todo o sentido”, pela ligação histórica de Mafra à música, pela necessidade de descentralizar a Cultura e pelas sinergias que aí podem ser criadas, “complementando” a oferta cultural do monumento, composto por seis órgãos históricos e por uma das bibliotecas mais ricas do país. O financiamento envolvido é de três milhões de euros, cabendo à autarquia investir um milhão.

Graça Fonseca explicou ainda que o projecto vai ser desenvolvido durante este ano, e espera que em “2020 seja possível começar a obra para, até ao início de 2021”, abrir o museu ao público naquela vila.

Fonte: Público