Eixo Atlântico apela a um processo de candidatura do Caminho Português de Santiago a Património a Humanidade

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O Eixo Atlântico fez chegar uma carta ao primeiro-ministro e à ministra Cultura onde pede que o Governo impulsione o processo de candidatura do Caminho Português de Santiago como Património da Humanidade.

Este pedido surge depois de, na quinta-feira, o Governo ter aprovado um decreto-lei que visa a criação de uma comissão de coordenação dos Caminhos de Santiago em Portugal e estabelece ainda os critérios aplicáveis à certificação destes percursos.

“O Eixo Atlântico demonstra a sua satisfação pela decisão do Governo de Portugal de aprovar o decreto-lei que regula a valorização e promoção do Caminho de Santiago, através da certificação dos seus itinerários e da criação de um órgão de coordenação nacional”, lê-se no comunicado.

De acordo com aquela entidade, a criação desta comissão vêm de encontro ao que tem vindo a propor o Eixo Atlântico, que defende este órgão” é fundamental” para a valorização e recuperação do Caminho Português de Santiago.

Para o organismo que agrega 38 municípios portugueses e galegos é ainda necessário investir na recuperação efectiva destes percursos, por forma a que possa ser alcançada a sua equiparação ao Caminho Francês em 2021, o próximo Ano Santo.

“Neste sentido, e como resposta à aprovação do decreto, o Eixo Atlântico enviou hoje [sexta-feira] uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, e à ministra da Cultura, Graça Fonseca, pedindo-lhe para impulsionar o processo de candidatura do Caminho Português como Património da Humanidade”.

Todas estas medidas, acrescenta o Eixo Atlântico, estão contempladas no documento elaborado pelo Eixo Atlântico denominado ‘Caminho de Santiago: Estudos dos traçados no Norte de Portugal’, documento que já foi entregue ao Governo.

O estudo contém o inventário de todas as acções a realizar nas três rotas do Caminho português, Costa, Central e Interior para a sua adequação, assim como para a avaliação do custo das mesmas que podem ser financiadas pelos Fundos Estruturais no novo quadro Comunitário Europeu.

Em Julho do ano passado, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho anunciou que iria integrar uma candidatura europeia, a submeter aos próximos fundos comunitários, com vista à futura classificação dos Caminhos de Santiago como Património da Humanidade.

Actualmente, os Caminhos de Santiago, que constituem um percurso religioso até Santiago de Compostela, na Galiza, estão classificados como Património da Humanidade pela Unesco, em Espanha e França, detendo em Portugal apenas o estatuto de Itinerário Cultural Europeu.

Fonte: O Vilaverdense