Sinos do Palácio Nacional de Mafra vão ser apeados

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Os sete maiores sinos da torre sul do Palácio Nacional de Mafra, a pesarem entre duas e dez toneladas, começam a ser apeados na quarta-feira, 13 de fevereiro, pela primeira vez, ao fim de mais de 200 anos. “Vão ser apeados nove sinos, entre as duas e as dez toneladas, os mais pesados da torre sul, vindo uma grua para o efeito”, afirmou o diretor do Palácio, Mário Pereira, à agência Lusa.

No final de outubro, foram também pela primeira vez apeados os sinos da torre norte. Os sinos das duas torres estão a ser retirados para serem analisados e restaurados, num investimento de 1,5 milhões de euros. “É historicamente importante, porque o carrilhão foi sendo intervencionado ao longo destes séculos, mas os sinos grandes são retirados pela primeira vez desde 1730”, explicou o diretor.

Na torre norte, já começaram a ser instalados o relógio e respetivos autómatos, depois de restaurados, seguindo-se mais tarde os sinos. A empreitada de requalificação dos sinos e carrilhões do palácio, onde houve interdições de circulação por ameaçarem cair com o mau tempo do último inverno, começou no início do verão.

As obras arrancaram depois de ter sido dado o visto do Tribunal de Contas para a assinatura do contrato de consignação com o empreiteiro, a empresa Augusto de Oliveira Ferreira Lda., de Braga, e de os ministérios das Finanças e da Cultura terem autorizado a repartição, por 2018 e 2019, dos encargos, no valor de 1,5 milhões de euros. O concurso público tinha sido lançado em novembro de 2015.

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Os dois carrilhões e os 119 sinos, repartidos por sinos as horas, da liturgia ou dos carrilhões, constituem o maior conjunto sineiro do mundo, sendo, a par dos seis órgãos históricos e da biblioteca, o património mais importante do palácio de Mafra.

Fonte: Observador