Profissionais do Museu Nacional do Rio de Janeiro fazem balanço após o incêndio

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Paleontólogos e arqueólogos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que ardeu em setembro do ano passado, anunciaram esta terça-feira que conseguiram salvar uma “quantidade significativa” de peças dos escombros daquele museu.

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Nove horas por dia, durante seis dias por semana, dezenas de antropólogos, arqueólogos e paleontólogos procuram delicadamente nas montanhas de escombros, nas estruturas metálicas e nas paredes carbonizadas do edifício peças do acervo do museu.

Até agora, cerca de 2.000 peças completas ou fragmentadas foram encontradas, explicou o diretor do museu bicentenário, Alexander Kellner, que ficou agradavelmente surpreendido com os números.

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Entre as relíquias recuperadas nos últimos meses estão fragmentos de Luzia, um fóssil humano de 12 mil anos, o mais antigo do Brasil, considerado a joia do Museu Nacional.

Também foram recuperados o meteorito do Bendegó, uma massa de ferro e níquel de cinco toneladas cuja composição e tamanho lhe permitiram resistir às chamas, e fragmentos do Maxakalisaurus topai, um dinossauro herbívoro de 13 metros de comprimento cujo esqueleto foi descoberto no Estado brasileiro de Minas Gerais.

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Fonte: JN