Portugal entre os países europeus com menos empregos na cultura

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Em Portugal, no ano de 2017, a percentagem de pessoas empregadas no setor da cultura situou-se nos 3,1%, tendo registado um crescimento de 0,1% face ao ano anterior. Esta percentagem faz com que Portugal se situe abaixo da média europeia e por sua vez, entre os últimos da ranking divulgado pelo Eurostat, esta segunda feira.

Portugal surge na quarta posição a partir do fim da tabela com o setor cultural a pesar 3,1% no total do emprego. Pior que Portugal só a Eslováquia (2,9%), Bulgária (2,7%) e a Roménia (1,6%). A média europeia situa-se nos 3,8%. Os países europeus em que o setor cultural tem mais peso na cultura é a Estónia (5,5%) e a Suécia (4,8%).

Nos diferentes Estados-membros da UE, a percentagem de pessoas empregadas no mesmo setor, em 2017, variou de 1,6% na Roménia para 5,5% na Estónia, com a maioria dos países a  situarem-se entre 3% e 5%.

No mesmo ano, cerca de 8,7 milhões de pessoas na União Europeia (UE) ficaram empregadas no setor cultural. Este grupo de trabalhadores representa 3,8% do total de pessoas empregadas.

O pior ano para Portugal relativamente à empregabilidade neste setor foi entre 2011-2013, onde a percentagem variou entre 2,8% e 2,9%.

O termo ‘emprego cultural’ refere-se ao emprego em atividades económicas como, atividades criativas, artísticas e de entretenimento, bibliotecas, arquivos e museus. A publicação de livros periódicos e outras atividades editoriais, a produção de filmes, vídeos e programas de televisão, gravação de som e edição de música, atividades de design especializadas também se inserem neste setor.

O emprego cultural também inclui ocupações como escritores, arquitetos, músicos, jornalistas, atores, dançarinos, bibliotecários, artesãos ou designers gráficos.

Fonte: Jornal Económico