Museu do Côa passa a integrar Rede Nacional de Centros de Ciência Viva

44

O Museu do Côa (MC), em Foz Côa, passa a integrar aRede Nacional de Centros de Ciência Viva, que conta, atualmente, com 20 espaços de ciência tecnologia em todo o país.

“Esta é uma grande novidade para o Vale do Côa”, afirmou o presidente da Fundação Coa Parque, Bruno Navarro, explicando que foram criadas “condições no MC para a instalação de um Centro de Ciência Viva”. Segundo o responsável, o principal objetivo é “combater a sazonalidade dos fluxos turísticos, com a visitação da comunidade escolar, assumindo-se o museu como local de passagem de conhecimento científico”.

Foi também anunciada a criação no MC de uma “Quinta de Ciência Viva” como objetivo de promover junto da comunidade escolar a produção de azeite e de amêndoa. “Neste espaço pretendemos criar uma escola dedicada à Ciência Viva, para que os alunos possam passar uma semana no Vale do Côa e criar um programa pedagógico que envolva os quatro concelhos deste território: Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa, Meda e Pinhel”, indicou o responsável pela fundação.

O edifício do Museu do Côa foi concebido por Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, uma dupla de arquitetos do Porto. Segundo o responsável, mais do que um museu de arqueologia, o MC é, em primeiro lugar, um museu de arte, com obras quer dos caçadores-artistas do “Gravettense”, quer dos últimos moleiros rupestres da Canada do Inferno, temas que agora estão ao dispor da ciência viva.

Fonte: Observador