Os vencedores do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Clara 2019

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Um texto do município de Torres Novas dirigido a crianças sobre o monumento “Lapas, as grutas que não são grutas” foi hoje distinguido, em Lisboa, com o Prémio Acesso Cultura – Linguagem Clara 2019, atribuído pela Associação Acesso Cultura.

e acordo com a organização, o prémio – criado para incentivar boas práticas na comunicação escrita, que recebeu este ano 26 candidaturas – foi anunciado pela Acesso Cultura numa cerimónia no Museu da Presidência da República, e o júri atribuiu ainda duas menções honrosas.

As menções honrosas foram para o texto de painel da exposição “Um Médico na Grande Guerra. Fernando da Silva Correia”, criado pelo Património Histórico — Grupo de Estudos, e outra para o texto introdutório da exposição “PlantLab Sketching: Urban Sketching”, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, o Centro de Informação e Biotecnologia (CiB) e os FotoSketchers 2.

De acordo com a organização, o texto vencedor tem como público-alvo as crianças dos 7 aos 10 anos, e trata-se de uma história que possui, segundo o júri, “uma sequência narrativa bem construída”, onde “são abordadas várias épocas históricas e o tom de mistério presente torna-o ainda mais cativante”.

“No final do texto, não existindo um desfecho concreto, somos convidados a imaginar a nossa narrativa sobre as Grutas de Lapas e a desenhá-la, o que acaba por criar uma maior ligação com os leitores”, acrescenta o júri na justificação da atribuição.

O júri indicou ainda que os “conteúdos são abordados de forma clara, através de uma linguagem simples e sem termos complexos”, e no final do texto existe ainda um glossário para o vocabulário que possa ser mais difícil de compreender.

O júri concluiu que o texto era “eficaz, pensado para mediar o património local e dar-lhe sentido”.

Quanto à menção honrosa para o texto da exposição “Um Médico na Grande Guerra. Fernando da Silva Correia”, realizada no ano passado nas Caldas da Rainha, o júri considerou que revela, no seu processo de criação, “que foram considerados importantes aspetos que o tornam mais claro e, por isso, mais acessível ao público em geral, a quem se destina”.

A justificação apontou, nomeadamente, o uso das palavras e expressões comuns e conhecidas pela grande maioria das pessoas, as frases concisas, e os parágrafos curtos e bem demarcados, facilitando o processamento da informação pelos leitores.

“Além destes aspetos, o texto prima pela humanização do discurso, o que torna a leitura mais próxima e cativante”, sustentou o júri.

A outra menção honrosa do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Clara 2019 coube ao texto introdutório da Exposição “PlantLab Sketching: Urban Sketching no ITQB Nova”, que “revela um esforço, bem-sucedido, de aplicação dos princípios básicos da escrita clara – é sucinto, organizado em parágrafos construídos com frases curtas e utiliza um vocabulário acessível”, sublinhou o júri.

Também destacou a leitura facilitada por algumas opções de design, como o texto alinhado à esquerda, os títulos e os tamanhos de letra diferenciados, “que permitem navegar mais facilmente nos diversos níveis do texto”.

Os membros do júri foram, este ano, Ana Sofia Nunes, mediadora cultural, Elisabet Carceller, museógrafa, em representação de Formas Efémeras, vencedor de uma menção honrosa no Prémio Acesso Cultura — Linguagem Simples 2018, e Hugo Sousa, consultor em Comunicação Clara e Gestão de Projeto.