Serralves e Governo lançam programa de investigação dedicado à obra de Siza

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A Fundação de Serralves lançou esta segunda-feira, em parceria com os ministérios da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, um programa integrado de investigação e desenvolvimento dedicado à obra do arquitecto Álvaro Siza, que incluirá dois concursos, o primeiro a ser realizado já este ano e o segundo em 2020.

O objectivo, referiu o ministro da Ciência, Manuel Heitor, “é criar um corpo de conhecimento sólido, distintivo e profundo sobre a obra de Álvaro Siza Vieira”. O programa terá como missão, acrescentou “trazer profissionais de várias disciplinas para estudarem e complementarem o que se sabe [sobre a obra de Siza], mas também abrir um debate multidisciplinar com engenheiros, sociólogos, arquitectos e outros que queiram participar no desafio”.

De acordo com dados publicados na página da Fundação Ciência e Tecnologia, os concursos a realizar no âmbito deste programa visam múltiplas vertentes, nomeadamente projectos de arquitectura, tendo em conta a sua relação com os utilizadores dos espaços e respectivo enquadramento social ou a integração e a inter-relação das obras de arquitectura com os espaços envolventes, a cidade, a paisagem e o território.

Serão também consideradas a relação da arquitectura com as artes, do desenho e da escultura ao cinema e às artes aplicadas, e ainda a materialização da arquitectura, incluindo estruturas, tecnologias e materiais e a sua relação com o desempenho e as condições envolventes. O concurso apoiará projectos pelo período máximo de 24 meses, podendo ser prorrogável, no máximo, por mais 12 meses, em casos devidamente justificados.

As candidaturas, que têm de ser entregues em língua inglesa, estão abertas até 16 de Maio e o limite máximo de financiamento por projecto é de 120 mil euros. No primeiro ano está prevista uma dotação orçamental de 600 mil euros, tendo Manuel Heitor esclarecido, em declarações aos jornalistas no final da sessão, que para o total dos dois anos essa dotação deverá fixar-se em dois milhões de euros.

O governante salientou ainda que criar este programa é, “no contexto português, uma opção de política pública praticamente inédita”, tendo-se mostrado convicto de que será um programa “com identidade própria”, que poderá ser alargado ou copiado para outros autores ou áreas do saber.

Fonte: Público