Direção do Património Cultural abre classificação da Fábrica do Inglês em Silves

67

Em anúncio publicado no Diário da República, a DGPC determina a abertura de novo procedimento de classificação da Fábrica do Inglês, incluindo os jardins e o património móvel integrado, nomeadamente o do Museu da Cortiça, na freguesia e concelho de Silves, distrito de Faro.

Em outubro de 2018, o incumprimento de um prazo legal levou à caducidade do procedimento que pretendia a classificação do imóvel como MIP.

No documento do procedimento de classificação, são enumerados elementos que justificam a classificação da antiga Fábrica de Cortiça da Avern, Son & Barris, construída em 1893-94 e que se manteve em funcionamento até 1991.

No documento pode ler-se que o edificado se destaca pela particular estrutura arquitetónica industrial, “pouco comum, num Portugal de banalidades […] existindo plantas do conjunto fabril de 1893, 1921 e 1962, bem como uma importante documentação depositada no Arquivo Distrital de Faro.”

O conjunto fabril foi adquirido pela sociedade Fábrica do Inglês, empresa do Grupo Alicoop, no final do século XX, reabilitado e transformado num complexo de animação turística, com espaços de restauração e de espetáculos, os quais ficaram ao abandono depois da falência do grupo proprietário em 2010.

A Câmara Municipal de Silves requereu a classificação do imóvel, que viria a ser classificado como Monumento de Interesse Municipal (MIM) em outubro de 2010.

A 30 de maio de 2014, o espólio do museu e o edifício foram a leilão público, no qual a Câmara de Silves participou, sem ter conseguido a aquisição do espólio, que acabou por ser adquirido pelo Grupo Nogueira por 36 mil euros, enquanto os edifícios desativados da Fábrica do Inglês foram adquiridos pela Caixa Geral de Depósitos por 2,2 milhões de euros.

Os elementos relativos ao processo podem ser consultados nas páginas eletrónicas da Direção-Geral do Património Cultural, Direção Regional de Cultura do Algarve e da Câmara Municipal de Silves.

Fonte: DN