Galerias Romanas vão ter museu

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A Câmara de Lisboa apresentou o projecto Lisboa Romana, uma iniciativa que pretende criar plataformas que vão reunir fotografias, vídeos, textos e reconstruções dos vestígios romanos na capital: no fundo, autênticos roteiros pelo património na cidade e concelhos ao seu lado, com objetivos para cumprir até 2024.

Ao todo, 350 sítios arqueológicos estão já mapeados. Os vestígios visitáveis vão do Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros à loja de vinhos Casa Napoleão, onde se podem ver os achados arqueológicos de uma fábrica de conservas do século V; do Campo das Cebolas ao Teatro Romano que, apesar de aberto desde 2015, continua em obras pelo menos até 2021.

Neste contexto, Fernando Medina, o presidente da autarquia, manifestou a pretensão do Município em musealizar as galerias, criar um acesso viável a todos e um centro interpretativo.

As galerias romanas de Lisboa, datáveis do início do século I d.C., abrem então atualmente ao público duas vezes por ano, por razões de preservação do monumento. Em 2019, as primeiras visitas já aconteceram: mais de três mil pessoas foram conhecê-las no final do mês de março. O segundo bloco anual de visitas deverá ter lugar, como habitualmente, em setembro.

Segundo a EGEAC, a estrutura romana foi descoberta no subsolo da Baixa de Lisboa, em 1771, na sequência do terramoto de 1755 e posterior reconstrução da cidade.

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