Novo Museu na Baixa Lisboeta, a partir do próximo ano

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Dentro de um ano vão abrir as portas do novo Museu do Dinheiro do Banco de Portugal, em plena Baixa Pombalina de Lisboa. Localizado no espaço da antiga e recuperada Igreja de São Julião, «o museu terá entrada livre e pretende ser um centro de literacia financeira, contando a história do dinheiro e a sua relação com a sociedade e as pessoas, mas também um espaço aberto à cidade e com forte programação cultural e educativa, em parceria com outras entidades artísticas, nomeadamente para receber exposições temporárias de outras temáticas, concertos e peças de teatro», revelou o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, na cerimónia sobre a obra de Reabilitação e Restauro do edifício da sede.
O Museu do Dinheiro – que faz parte do quarteirão financeiro onde está a sede do Banco de Portugal – soma uma área total próxima dos dois mil metros quadrados.
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O horário de funcionamento do museu – que vai ter uma cafetaria aberta ao público – ainda está em estudo, mas fonte do Banco de Portugal indicou ao SOL que deverá estar em linha com os restantes museus da zona da Baixa lisboeta, com quem estão agora a ser desenvolvidos contactos para o estabelecimento de parcerias. E é esperada uma média anual entre 50 mil e 100 mil visitantes, de acordo com as estimativas preliminares do banco central.
O processo de reabilitação e restauro da sede do Banco de Portugal durou perto de cinco anos e implicou um investimento na ordem dos 33,9 milhões de euros (mais IVA), tendo o projecto de arquitectura sido da responsabilidade da dupla de Gonçalo Byrne e Falcão de Campos. No total foram contratadas pelo supervisor do sector financeiro mais de 130 empresas, quase todas nacionais, e envolvidas mais de duas mil pessoas nos trabalhos.
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Fonte: SOL