Ribeiro Telles distinguido com ‘Nobel’ da Arquitectura

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O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi hoje distinguido com o ‘Nobel’ da Arquitectura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, atribuído em Auckland, na Nova Zelândia, pela federação internacional do sector, revelou à agência Lusa fonte ligada à organização.
De acordo com a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), o galardão foi anunciado hoje, durante a realização do congresso, em Auckland, da Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas (IFLA).
O prémio tem como objectivo “reconhecer um arquitecto paisagista cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão”.
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Para a APAP, Gonçalo Ribeiro Telles “é premiado por uma excepcional carreira de setenta anos, poucos meses depois de ver garantida a continuidade do corredor verde de Lisboa, uma ideia que lançou em 1968”.
Nascido em Lisboa, a 25 de Maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitectura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital portuguesa, onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no século XX.
São da autoria de Ribeiro Telles, entre outros projectos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa.
Gonçalo Ribeiro Telles também é autor dos jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio Valmor de 1975), e dos projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico, entre outros.