Zaha Hadid acusada de destruir antiga zona de Pequim com centro comercial futurista

1127

A arquitecta britânica, de ascendência iraquiana, está a ser acusada pelo grupo chinês de protecção do património Beijing Cultural Heritage Protection Centre de ter violado a paisagem tradicional de Pequim ao projectar um centro comercial, o Galaxy Soho, de 330 mil metros quadrados. A contestação, que já existia, ganhou esta semana outra dimensão depois de esta obra ter sido seleccionada para os finalistas do Prémio de Arquitectura RIBA Lubetkin.

O júri do prémio, entregue pela Royal Institute of British Architects (RIBA) e que distingue os melhores edifícios internacionais, elogiou a obra de Zaha Hadid, destacando a “bem-vinda democratização” do trabalho da arquitecta. “O desenvolvimento [do edifício] é altamente urbano e suburbano, é tanto cívico como comercial”, diz o júri no comunicado em que anuncia os finalistas, acrescentando ainda que “a criação de espaços públicos num piso inferior com uma bem detalhada zona de estar e fontes demonstra uma rara generosidade num país determinado a superar o ocidente em termos de comercialização”.

No entanto, os defensores do património tradicional chinês desta Organização Não Governamental (ONG) não concordam com estas considerações, achando que esta obra, composta por quatro torres, ligadas entre si através de pontes, é demasiado futurista para a zona onde está instalada.

Fonte: Público

Artigo completo