Serralves reivindica as peças entregues pela SEC ao Museu do Chiado

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Há um ponto em que o presidente da Fundação de Serralves, Luís Braga da Cruz, é absolutamente claro e frontal: “Serralves não gostou que a colecção de Serralves se chamasse colecção do Museu do Chiado.” Começa a esclarecer-se o braço-de-ferro que quarta-feira levou à demissão de David Santos da direcção do Museu do Chiado – a consequência de uma batalha de bastidores que agora vem à tona e que tem ao centro a parte da Colecção SEC em depósito no Museu de Serralves.

Por telefone, ao PÚBLICO, Braga da Cruz limita-se a clarificar a posição da fundação em relação a esse núcleo composto por centenas de obras de arte datadas da década de 1960 em diante, propriedade do Estado em depósito por 30 anos no museu portuense: “Essas peças foram adquiridas a pensar em Serralves”, diz Braga da Cruz, “a partir do momento em que se diz que são do Chiado extravasa-se a letra e o espírito do despacho de 2014.”

O despacho a que o ex-ministro da Economia se refere data de 5 de Fevereiro de 2014. Com ele o secretário de Estado da Cultura Jorge Barreto Xavier formalizou a afectação ao Museu do Chiado da totalidade da Colecção SEC, obras adquiridas pelo Estado desde 1975 que têm estado dispersas pelas mais diversas instituições e organismos – diferentes núcleos, como o de Serralves, onde o protocolo de depósito terminará ou será renovado após 2020.

Fonte: Público

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