Open House de regresso a Lisboa

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A Open House regressa a 23 e 24 de setembro para mostrar cerca de 70 locais de Lisboa. As arquitetas Rita e Catarina Almada Negreiros são as comissárias.

A lista completa será conhecida no início de setembro, para já estão garantidas a ETAR de Alcântara, uma casa em Alfama e o palácio de Santa Catarina, agora hotel, a inaugurar no verão após anos de conflito burocrático.

Outros (poucos) locais ontem revelados, que já antecipam essa atenção das curadoras a centros fora do centro e à reabilitação da cidade. É o caso das novas instalações da escola AR.CO, em Xabregas, que pela primeira vez faz parte do programa, é o resultado da nova centralidade que se está a criar nesta zona. O Intendente também está na lista destes novos centros, segundo Catarina Almada Negreiros.

Entre as novidades estão, também, o espaço de coworking Second Home (no Mercado da Ribeira), o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT e o pequeno hotel Santa Clara 1728, assinado pelos irmãos Aires Mateus, como “exemplo de reabilitação”. Rita Almada Negreiros, que, com a irmã, faz o atelier Can Ran, fala do aumento de turistas como umas das temáticas que podem sobressair das escolhas das duas comissárias, netas do pintor Almada Negreiros, inspiradas pelos mapas de Roma a partir dos pisos térreos, de Bufalini (1551) e Gianbatista Nolli (1748).

Da lista apresentada anualmente há edifícios e espaços quase obrigatórios como o Aqueduto das Águas Livres ou a Gulbenkian. Este ano, a Ponte 25 de abril, esgotada há um ano, fica de fora, porque deixaram de ser permitidas visitas por motivos de segurança, explicou Manuel Rodrigues da produção do Open House.

O programa contempla visitas livre, sem acompanhamento dentro do horário indicado, visitas acompanhadas pela equipa de voluntários, e visitas comentadas, pelo autor do projeto ou por um especialista convidado.