Estúdio português nomeado para o Prémio Mies van der Rohe

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O estúdio de arquitetura Rosmaninho+Azevedo está entre os finalistas da edição deste ano do prestigiado Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia – Mies van der Rohe. O estúdio está nomeado pelo trabalho desenvolvido no Centro Interpretativo do Vale do Tua.

O Prémio Mies van der Rohe, promovido pela Comissão Europeia e organizado pela Fundação Mies van der Rohe, nomeou para esta edição 383 projetos de 38 países diferentes. Há 17 projetos portugueses escolhidos, entre os quais estão nomes como os dos dois Pritzkers portugueses e docentes da Faculdade de Arquitectura da U.Porto (FAUP), Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura.

O Centro Interpretativo do Vale do Tua, inaugurado em fevereiro, foi o primeiro projeto construído pela Rosmaninho+Azevedo e é constituído por dois antigos armazéns ferroviários com identidades diferentes e singulares – um em cada lado da linha do Douro. O primeiro é um edifício centenário em madeira que foi restaurado “tábua a tábua” e é um ponto de acolhimento e de promoção regional. Já o segundo espaço, totalmente revestido a zinco canelado, acolhe uma exposição que procura revelar a riqueza natural e histórica de um território que ao longo dos tempos se foi transformando pela ação do Homem.

O prémio bienal Mies van der Rohe 2019 será entregue no dia 7 de maio em Barcelona. A primeira edição do Prémio Mies van der Rohe, em 1988, distinguiu o trabalho do arquiteto português Álvaro Siza Vieira no Banco Borges e Irmão.

Centro Interpretativo do Vale do Tua (+)