Câmara do Porto vai abrir polo cultural na extinta Fundação Eugénio de Andrade

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O piso térreo do edifício está, desde o início do ano, a ser utilizado para espectáculos pontuais de algumas companhia, com gestão da junta de freguesia local. Mas a utilização de todo o espaço forçará a autarquia a fazer obras significativas na casa.

A escritura pública de cedência gratuita, em direito de superfície, da chamada “Casa de Serrúbia” foi feita pela autarquia em 1997, ainda pelo presidente Fernando Gomes, para ali se instalar a Fundação Eugénio de Andrade. Mas quando a fundação foi extinta, em Setembro de 2011, um problema ganhava forma. Ainda nesse ano, a poucos dias do Natal, Rui Rio comunicava à família adoptiva do poeta, cujo espólio está na Biblioteca Municipal, ​a intenção de os despejar. Gervásio e Ana Maria Moura, pais do afilhado de Eugénio de Andrade, Miguel, habitavam no 2.º andar do edifício da fundação, tal como previa o protocolo firmado com a câmara, que concedia o usufruto gratuito do andar por um período de 70 anos. A família do poeta contestou e acabou por ganhar o processo, em 2015, provando ter o direito de ali habitar.

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