Museu Alberto Sampaio em Guimarães recebe 15 obras “de renome” dos séculos XIX e XX

80

 

O Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, vai receber 15 obras “de renome” dos séculos XIX e XX de “autores portugueses muito prestigiados”, que vão fazer uma “evolução no tempo e do espaço”, disse à agência Lusa a diretora desta instituição.

As obras, depositadas ali através de um protocolo entre o Ministério da Cultura, através da Direção Regional de Cultura do Norte, e a Companhia de Seguros de Crédito (Cosec), contabilizam no total seis tapeçarias e nove pinturas de artistas portugueses do final do século XIX e do século XX, de autores como António da Silva Porto, José Malhoa, Amadeo de Souza Cardoso e Maria Helena Vieira da Silva.

(…)

Em comunicado enviado hoje à Lusa, o Ministério da Cultura explica que “este protocolo insere-se numa estratégia (…) para a promoção das diversas coleções artísticas e patrimoniais, existentes em Portugal e no estrangeiro, de caráter público e privado”.

(…)

O Museu de Alberto Sampaio, situado no centro histórico de Guimarães, foi criado em 1928 para albergar as coleções da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos da região, então na posse do Estado, como destaca a página da Direção Regional de Cultura do Norte, que sublinha em particular o interesse histórico do claustro, das salas medievais que o envolvem, da antiga Casa do Priorado e da Casa do Cabido.

No seu acervo destacam-se as coleções de escultura (arquitetural, de vulto e tumulária), dos períodos medieval e renascentista até ao século XVIII, assim como a coleção de ourivesaria, com o cálice românico de D. Sancho I, a imagem de Santa Maria de Guimarães, do século XIII, as cruzes processionais e o retábulo gótico da Natividade, de fins do século XIV.

Da coleção do museu destacam-se o loudel que D. João I vestiu na batalha de Aljubarrota, o fresco do século XVI figurando a Degolação de S. João Baptista, a coleção de pintura, dos séculos XVI a XVIII, a talha maneirista e barroca e os paramentos bordados, além da azulejaria de objetos de faiança.

Fonte: RTP