Jamaica exige ao Museu Britânico que lhe devolva um deus da chuva

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Deus Jamaica, British Museum

A Jamaica, colónia britânica até 1962, exige ao British Museum a restituição de uma série de artefactos que lhe foram retirados há cerca de 200 anos. Esta pretensão não é inédita, a exemplo da exigência do Egipto, relativamente à Pedra da Roseta, e a Grécia, no que diz respeito aos frisos e outras esculturas em mármore do Pártenon.

“[Estas esculturas] nem sequer estão expostas”, disse Grange no Parlamento, ainda segundo o Gleaner. “Mas têm um valor inestimável, são muito importantes para a história da Jamaica e pertencem ao povo da Jamaica”, acrescentou, informando os outros parlamentares de que estão já a ser feitos esforços junto de vários organismos internacionais para que regressem a casa. A ministra quer de volta, também, os filmes feitos na ilha que documentam o seu desenvolvimento e que estão hoje em arquivos espalhados pelo mundo, escreve o diário jamaicano.

As esculturas a que Olivia Grange se refere foram criadas pelos tainos, o grupo indígena que habitava as Antilhas à data da chegada dos europeus, no século XV. Terão resultado das primeiras campanhas arqueológicas realizadas na Jamaica e chegaram ao Museu Britânico integradas na colecção de William Ockleford Oldman, um conhecido negociante de arte etnográfica do final do século XIX, começos do XX, escreve o Guardian.

Justificando a sua ligação a objectos produzidos pelos tainos, o Museu Britânico ressalva que tem dois em exposição — uma escultura e um pequeno banco ritual — e que muitos outros têm sido emprestados a museus na Índia, no Japão, em França e em Espanha, ou integrado mostras concebidas para andar em digressão.

Fonte: Público