Exposição “Apostolados. Pedes in terra ad sidera visus” , no Museu Nacional de Arte Antiga

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Exposição Apostolados, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

A exposição “Apostolados” coloca em diálogo as obras do espanhol Francisco de Zurbarán, do século XVII, e a criação contemporânea de José María Cano, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa.

Em comum têm o tema das figuras dos apóstolos que seguiram e divulgaram os ensinamentos de Jesus, nas telas antigas, pintados de corpo inteiro, pertencentes ao MNAA, e nas contemporâneas, criadas nos últimos quatro anos por José Maria Cano.

“Este tema é o resultado de uma busca interior, espiritual, do artista, que projetou no rosto de 12 pessoas comuns a vida dos apóstolos, marcada pela perseguição e a fé”, explicou à agência Lusa a curadora, Rosa Martínez, durante uma visita guiada.

“Apostolados. Pedes in terra ad sidera visus” (“Os pés na terra, o olhar no céu”, em latim) coloca, na mesma sala, de um lado, as telas que representam nove apóstolos, pintadas em 1633 por Francisco de Zurbarán (1598-1664) e 12 de José María Cano, nascido em Madrid, em 1959.

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José María Cano é músico, compositor, diretor de orquestra e artista visual. De 1981 a 1998 fez parte do conjunto Mecano, que fundou com o irmão, Nacho, e com Ana Torroja, mas que acabou por abandonar para se dedicar às artes visuais como meio de expressão artística.

A exposição fica patente no MNAA até 12 de janeiro de 2020.