Artistas lançam manifesto em defesa da cultura após pandemia

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Teatro Sá da Bandeira
teatro

Alice Vieira, António Vitorino de Almeida, Bela Silva, Carlos Seixas, Joana Bértholo, João Tordo, Maria do Céu Guerra, Maria Teresa Horta e Mário Zambujal estão entre os mais de 30 artistas que subscrevem o manifesto ‘A cultura na resposta à crise‘, iniciativa da escritora Ana Filomena Amaral.

O contexto é a pandemia de covid-19 e o mês de abril, símbolo da liberdade, serve de mote para esta iniciativa, através da qual agentes culturais das mais diversas áreas decidiram “vincar publicamente o papel fundamental que cabe – deve caber – às diferentes formas de arte e cultura na resposta à crise“, lê-se no documento.

Até 30 de abril, o manifesto está aberto a quem queira assiná-lo, através do e-mail culturanarespostacrise@gmail.com, após o que será enviado aos Presidentes da República e da Assembleia da República, aos grupos parlamentares e à ministra da Cultura, no dia 2 de maio, explica Ana Filomena Amaral.

objetivo fundamental é que no cenário pós pandemia a cultura não seja esquecida e que a tratem como prioritária, em paralelo com as outras áreas da sociedade“, disse à Lusa a preponente do manifesto.

Com esta iniciativa, pretende-se que “a cultura ocupe o lugar que lhe cabe, como até hoje nunca teve, essencial no contexto de uma crise que vai obrigar a redefinir e a repensar a nossa forma de ser e estar no futuro“, acrescentou a escritora.

O manifesto começa por assinalar que a Humanidade enfrenta uma pandemia com efeitos devastadores, com consequências visíveis em todos os países, em todas as sociedades e em todas as áreas da existência coletiva, como a saúde, a economia e a cultura.

Por isso, defende a necessidade de o país reagir e se reerguer, reconstruindo um mundo “mais justo e mais solidário, em que a Humanidade se reaproxime da Natureza”, e em que “a cultura seja valorizada”.

É nestas alturas e depois na reversão da crise que a cultura tem uma importância central na vida das sociedades“, afirma o texto.

O manifesto questiona como passam os portugueses o tempo durante o confinamento, para de seguida responder que são o cinema, a literatura, a música, o teatro, a dança, o circo, as artes plásticas e outras expressões culturais que “assumem um papel insubstituível no dia-a-dia das pessoas, mesmo que através da rádio, da televisão e da internet“.

“Assim deverá ser igualmente depois da tempestade que varre o mundo”, preconiza o documento, lembrando que quando o corpo está “frágil”é o espírito que “precisa de estar forte para o sustentar e ajudar a não sucumbir”.

Os artistas que assinam o manifesto deixaram algumas palavras que vincam publicamente “o papel fundamental que cabe – deve caber – às diferentes formas de arte e cultura na resposta à crise”.

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Fonte: Notícias ao Minuto