Carlos Brito eleito presidente do Observatório do Vinho do Porto

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Observatório Vinho Porto

O Observatório do Vinho do Porto, com sede em Vila Nova de Gaia, anunciou  a eleição do vice-reitor da Universidade Portucalense Carlos Brito como primeiro presidente deste organismo criado recentemente e que tem como mote “a defesa do vinho Porto, visando dar voz à lavoura duriense”.

O presidente eleito do recém-criado Observatório do Vinho do Porto, Carlos Brito, defende o desenvolvimento de uma campanha internacional para incentivar o consumo e a reposição do “selo à cavaleiro”, obrigatório no gargalo das garrafas até 2018.

“Esta é uma altura exigente que obriga que todas as entidades e instituições têm de estar ativas e em alerta. Sendo o setor do vinho do Porto um dos pilares da economia e da imagem de Portugal no mundo, é preciso reforçar a atenção que sobre ele incide”, afirmou, em comunicado, Carlos Brito, que é também cronista habitual do Dinheiro Vivo.

O Observatório defende “a utilização das reservas financeiras no lançamento de uma campanha internacional em prol do consumo do vinho do Porto com o fim de minimizar os efeitos que certamente se irão fazer sentir na região durante a vindima”.

Estas reservas são referentes às verbas do saldo de gestão do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), superiores a 10 milhões de euros.

“É fundamental desenvolver uma campanha promocional do vinho do Porto com agências especializadas, com início já em julho/setembro do corrente ano com o fim de reduzir o efeito do confinamento mundial, exatamente no momento em que alguns países começam a reativar o comércio”, afirmou o presidente.

A primeira ação lançada pelo Observatório foi a petição nacional “Salvem a genuinidade do vinho do Porto e Douro”, que defende a reposição do “selo à cavaleiro”, um selo de garantia que era obrigatório colocar no gargalo das garrafas de vinho do Porto até 2018.

“Vamos reforçar a nossa ação pela reposição do selo à cavaleiro. É crucial que esta marca volte ao gargalo das garrafas, senão tememos que em plena crise mundial todo o trabalho de promoção do vinho do Porto se dilua e a região duriense venha a enfrentar uma crise sem precedentes. Este é o momento da Região Demarcada do Douro e das instituições que a defendem tomarem uma posição firme”, defendeu Carlos Brito.

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Carlos Brito é doutorado em Marketing pela Universidade de Lancaster no Reino Unido, investigador na área de marketing, internacionalização e inovação, e autor de diversas obras, designadamente do livro “Estrutura e Dinâmica do Setor do Vinho do Porto”.

Como consultor tem colaborado com múltiplas entidades nacionais e estrangeiras nos domínios do marketing e gestão estratégica.

O Observatório junta ainda nomes como Luciano Vilhena Pereira, antigo presidente do IVDP, Manuel Joaquim Poças Pintão, exportador de vinho do Porto, Albino Jorge da Silva e Sousa, exportador de vinho do Porto e auditor dos cursos de Defesa Nacional, João Pedro Antas de Barros, antigo governador civil de Viseu e auditor dos cursos de Defesa Nacional, e Mário Correia Cerqueira, antigo governador civil do Porto e grão-mestre da confraria do Vinho Verde.

Fonte: Dinheiro Vivo