Cravo Antunes e Pianoforte van Casteel em processo de classificação

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DGPC

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu hoje processos de classificação do Cravo Antunes de 1789 e do Pianoforte de Henri-Joseph van Casteel, por considerar que os instrumentos representam “valor cultural de significado para a Nação”.

O Cravo Antunes de 1789, atribuído a João Batista Antunes, está em “vias de classificação” como “bem móvel de interesse nacional”. Este instrumento, “praticamente desconhecido do público”, é considerado o “irmão mais novo” do mundialmente conhecido Cravo Antunes construído em 175 por Joaquim José Antunes e já classificado como Tesouro Nacional.

Os dois cravos integram parte do espólio do Museu Nacional da Música (MNM), refletindo o de João Batista Antunes o facto de ter sido construído “numa altura em que já se ouviam os pianofortes nos salões” e daí ter “uma maior extensão, e um teclado maior, permitindo tocar composições que, no outro caso, não são possíveis, [pelo que] há, assim, uma evolução muito nítida”, afirmou, em declarações à Lusa, em 2018, a diretora do MNM, Graça Mendes Pinto.

O Pianoforte van Casteel, como é designado, foi construído em Portugal em 1763 e provém da coleção do compositor Alfredo Keil, autor do Hino Nacional e da ópera “A Serrana”, entre outras peças musicais, fazendo parte do acervo do Museu Nacional da Música.

Fonte: Sapo