Siza Vieira em exposição na Fundação Marques da Silva

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A Fundação Marques da Silva, no Porto, abre as portas à cidade, no sábado, com a inauguração das exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que arquitetura”, iniciando assim atividades regulares de divulgação da cultura arquitetónica e urbana.

À mostra de desenhos inéditos em Portugal da coleção pessoal de Álvaro Siza, junta-se outra com a curadoria de Luís Urbano, que revela o universo de interesses dos arquitetos portugueses, explica a fundação, em comunicado.

Siza – Inédito e Desconhecido”, exposição de desenhos pertencentes ao arquivo pessoal de Álvaro Siza, é apresentada pela primeira vez em Portugal depois de exibida em 2019, na Tchoban Foundation, em Berlim.

Na Casa-Atelier Marques da Silva estarão patentes esquissos de projeto, fantasias arquitetónicas e retratos, não apenas da autoria de Álvaro Siza, mas também da sua família, onde Maria Antónia Siza assume lugar de destaque.

A mostra, que pode ser visitada até 19 de dezembro, inclui igualmente esculturas de Álvaro Siza, nunca antes exibidas, e a maqueta do novo Centro de Documentação da Fundação Marques da Silva.

A exposição “Mais que arquitetura“, com a curadoria de Luis Urbano, mostra, a partir de objetos e documentos originais, que incluem algumas peças inéditas, que a área de atuação dos arquitetos representados na Fundação Marques da Silva ultrapassa muitas vezes os limites da arquitetura, explorando outros recursos como a fotografia, o cinema, a escrita, o ensino, os media, o colecionismo ou as viagens.

Esta exposição dará a conhecer desenhos da viagem de Fernando Távora aos Estados Unidos da América e ao Japão, nos anos 1960, que influenciou o seu desenho de um arranha-céus para o centro de Aveiro — edifício que nunca chegou a ser construído e cuja maquete será agora apresentada.

A mostra expõe ainda os desenhos da casa de Sergio Fernandez em Caminha, cuja aparência exterior se assemelha à de um abrigo rural, por oposição ao interior contemporâneo.

É uma de quatro casas assinadas por arquitetos fora dos centros urbanos que, recebendo a influência da arquitetura internacional, combinam o lado mais erudito da arquitetura com métodos de construção e tipologias locais. A exposição estará patente até 17 de abril de 2021.

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