Equipamentos culturais voltam a encerrar

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Museu Nacional de Arte Antiga, Painéis de S. Vicente

Salas de teatro e de concertos, cinemas, museus, livrarias, bibliotecas e restantes instituições culturais vão voltar a fechar as portas durante este novo confinamento. António Costa prometeu alargar apoios ao sector, que a ministra da Cultura deverá pormenorizar esta quinta-feira.

Tendo o Ministério da Cultura e o próprio primeiro-ministro reconhecido em diversas ocasiões que o primeiro confinamento deixara em situação muitíssimo frágil um sector marcado como poucos pela precariedade laboral, são de esperar algumas medidas que procurem atenuar o agravamento de uma situação já pouco menos do que catastrófica. Mas António Costa adiantou apenas que o apoio à cultura irá ser alargado, cabendo agora à ministra Graça Fonseca dar esta quinta-feira explicações mais detalhadas.

E o que se sabe até agora não é animador para o sector. A associação BAD, de bibliotecários e arquivistas, pediu ao Governo que mantivesse abertas as bibliotecas públicas, argumentando que os livros e a leitura podem ajudar a ultrapassar os “efeitos nefastos do isolamento”, mas o pedido foi ignorado, e não teve também qualquer repercussão prática a carta aberta enviada ao Parlamento Europeu por directores de teatros de toda a Europa, incluindo os directores artísticos do São João e do D. Maria II, que asseguravam a sua capacidade para manter as salas seguras e solicitavam que estas não voltassem a encerrar.

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Também o presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), João Neto, considerou esta noite “um contra-senso” a decisão do Governo de fechar museus e monumentos ao mesmo tempo que mantém as escolas abertas. “O número de pessoas que vai continuar a circular nos vários níveis de ensino é muito superior ao dos visitantes dos museus e monumentos, portanto não entendo este encerramento”, comentou, garantindo que “os museus e monumentos são espaços seguros, que estão a cumprir as medidas de prevenção”, e que, “pelo menos, deviam poder estar abertos em horários reduzidos ou ao fim de semana”. Excepção que o Governo de resto abriu, e sem restrições de horários, para as cerimónias religiosas, tendo António Costa argumentado na conferência de imprensa que “as diferentes confissões já se organizaram” para que os serviços “possam ocorrer de forma segura e sem perturbações”.

Fonte: Público