Bienal Art(e)facts promove colaboração entre artistas e artesãos

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Art(e)facts, a Bienal de Conhecimento que integra a área de Arquitetura e Território de Guarda 2027 – Região Candidata Capital Europeia da Cultura, convida artistas, arquitetos e designers a criarem projetos para serem produzidos em residências com artesãos do Fundão, Guarda e Manteigas.

Art(e)facts pretende motivar colaborações entre artistas e artesãos e constituir um património contemporâneo de obras artísticas, de carácter efémero e perene, que privilegiem a valorização do território e a reinterpretação dos saberes tradicionais.

Enquadrando a identidade da região e procurando instigar os seus símbolos, “este projeto será uma oportunidade de recriar uma leitura sensível e afetiva do lugar, reforçando a importância da memória e da sua apropriação no contexto contemporâneo”, evidencia Pedro Gadanho, Diretor Executivo Guarda 2027.

Supernatural Togetherness é o tema da primeira edição da bienal e propõe alianças entre espécies e gerações para salvar o futuro. “Queremos convocar as gerações que guardam os saberes ancestrais e as gerações mais jovens, as que estão reféns de uma incerteza que não lhes permite imaginar o futuro – podem a arte e a arquitetura resgatar um legado em perigo e um futuro incerto para os reescrever de um ponto de vista pós-humano?”, interpela Andreia Garcia, curadora de Art(e)facts e programadora da área de Arquitetura e Território Guarda 2027.

O programa da bienal estará em curso até setembro de 2021 e integra a realização de residências artísticas no Fundão, Guarda e Manteigas, uma exposição coletiva alargada a diferentes pontos do território e uma conferência internacional.

Até 19 de março está aberta a convocatória internacional Art(e)facts 2021 que é dirigida a artistas, arquitetos e designers, e vai premiar dois projetos com até 6 mil euros para honorários e produção. A iniciativa é direcionada à prática artística contemporânea que apresente propostas de projetos inéditos ou em fase de investigação. As propostas, individuais ou em coletivo, devem valorizar o artesanato local, propor a aprendizagem de conhecimento com artesãos locais e criar trabalhos que resultem da interseção artista-artesão e da inovação no campo da criação artística atual.

Tecelagem de burel, cestaria de vime, fabricação digital, tecelagem de linho, olaria e cestaria de castanho, são as áreas e técnicas artesanais privilegiadas e a escala dos projetos é livre, possibilitando o enquadramento desde a escala da mão humana até intervenções no espaço público.

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