Município de Viana do Castelo aprova registo da Festa das Rosas de Vila Franca no INPCI

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A Câmara de Viana do Castelo aprovou, por unanimidade, emitir parecer positivo, “manifestando a total concordância”, ao registo da Festa das Rosas de Vila Franca, com 399 anos, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI).

Aquela romaria, que decorre em maio e abre o ciclo de festivo no Alto Minho, é conhecida pelos cestos floridos, confecionados com milhares de pétalas de flores.

Os cestos, que chegam a pesar mais de 50 quilogramas, são transportados na cabeça por jovens mordomas batizadas em Vila Franca, e que completem 19 anos, em maio, numa demonstração de “orgulho e fé”.

Os cestos floridos, começaram a ser confecionados dias antes das festas de Vila Franca, freguesia da margem esquerda do rio Lima, tarefa que “envolve toda a família, os amigos e vizinhos, num verdadeiro espírito de entreajuda.

A mordoma é que escolhe os motivos do cesto florido que vai oferecer a Nossa Senhora do Rosário.

Os temas são mantidos em segredo para serem surpresa até ao dia do cortejo, sendo que há sempre uma rivalidade saudável porque todas as mordomas querem apresentar o cesto mais bonito.

Depois de serem exibidos nos cortejos das festas, momento que até á chegada da pandemia de covid-19 atraia, todos os anos, milhares de visitantes a Vila Franca, os cestos floridos ficam em exposição na igreja paroquial da freguesia.

A Festa das Rosas é da responsabilidade da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1622 por frades dominicanos. Dos seus estatutos constava que as mordomas levariam flores a Nossa Senhora nos dias de festa.

Fonte: O Minho