Vestígios de exploração marinha da Antiguidade descobertos em praia de Esposende

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Um conjunto de vestígios ligados à exploração de recursos marinhos, “que remontarão à Idade Média ou à Época Romana”, foram descobertos na praia da Guilheta, em Esposende, estando agora a ser estudados, anunciou esta terça-feira a autarquia.

Em comunicado enviado à Lusa, a câmara do distrito de Braga explica que aquele conjunto teria como propósito a exploração de sal e foi detetado por um munícipe “após agitação marítima”, que comunicou o aparecimento de algumas estruturas.

Os Serviços de Património Cultural da Câmara Municipal de Esposende procederam então à “identificação, limpeza e registo” do conjunto, constituído por “meia dúzia de condutas ou canais e de mais de uma dezena de estruturas, a maioria das quais com cerca de cinco metros de comprimento e distribuídas por uma área com mais de 200 metros de extensão”.

A autarquia realça que “graças à rede de contactos de investigadores de diferentes áreas científicas, será possível proceder-se a diversos registos, leituras e análises, sendo amplamente fomentada a interdisciplinaridade que permitirá enriquecer e melhor compreender os vestígios agora temporariamente expostos pela ação marítima”.

Segundo refere a autarquia, na década de 1970, foi registada a presença de estruturas similares na costa de Esposende, em Sublago (Belinho) e Lontreiras (Mar/ Belinho), áreas que estão identificadas na Carta de Património Arqueológico de Esposende.

No litoral do Noroeste da Península Ibérica foram também registadas estruturas semelhantes, de entre as quais se destacam as de Angeiras (Matosinhos) e as de O Seixal (A Guarda) ou O Areal (Vigo), na Galiza.

O texto lembra também a descoberta de um navio Quinhentista, na praia de Belinho e de “diversos materiais líticos” associados ao período da Pré-História Antiga e fragmentos de cerâmica atribuíveis ao período romano, na praia da foz do ribeiro de Peralta, em Rio de Moinhos.

Fonte: JN

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