Ponte de Lima inicia recuperação de capela dedicada a Santiago

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A Câmara de Ponte de Lima iniciou a recuperação da capela de S. Tiago da Quinta do Paço, na Correlhã, uma das poucas no Alto Minho dedicadas ao apóstolo bíblico, num investimento superior a 240 mil euros.

A Câmara de Ponte de Lima iniciou a recuperação da capela de S. Tiago da Quinta do Paço, na Correlhã, uma das poucas no Alto Minho dedicadas ao apóstolo bíblico, num investimento superior a 240 mil euros.

“Na semana passada foram iniciadas as primeiras escavações arqueológicas. Os trabalhos começaram com a remoção de algumas pedras contíguas à capela. Na próxima semana a empreitada arrancará em força para ser alargado o espaço de escavações”, afirmou hoje à agência Lusa o vereador Paulo Sousa.

Responsável pelos pelouros do Desenvolvimento Rural, Educação, Turismo e Modernização Administrativa, Paulo Sousa estimou que “em meados de julho ou em agosto” esteja concluída a recuperação da capela que integra o percurso religioso até Santiago de Compostela, na Galiza.

Segundo Paulo Sousa, as escavações agora iniciadas visam confirmar a existência, por baixo da atual capela, das ruínas de um templo dedicado a Santiago, anterior ao século XVII”.

“A que existe atualmente é do século XVII, mas há documentos que indicam que existiria uma outra capela por baixo desta, e o objetivo destes trabalhos é encontrar vestígios dessa capela que seria das primeiras da altura do românico a existir no Alto Minho e na região Norte”, adiantou.

O responsável referia-se a um estudo do historiador João Gomes de Abreu de Lima que serviu de fundamento à Qualificação e Valorização do Caminho Português de Santiago de Compostela apresentada pela Câmara Municipal de Ponte de Lima ao programa Norte 2020, e que “inclui vários projetos de restauro e qualificação de espaços associados ao Caminho Português para Santiago de Compostela”.

O distrito de Viana do Castelo é atravessado por duas rotas seculares do Caminho Português de Santiago, na Galiza, Espanha: uma pelo interior e outra junto à orla marítima.

Fonte: O Minho