Municípios do Centro integram rede de itinerância cultural

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Os municípios de Sardoal, Castanheira de Pera e Celorico da Beira integram uma rede de itinerância cultural apoiada pela União Europeia com 300 mil euros e com mais de 70 atividades que vão decorrer até 2022.

O projeto, denominado ‘Viver ao Vivo, Com Tempo no Centro’, arranca em 02 de julho em Sardoal (Santarém), e engloba nove roteiros de fim de semana com cerca de 70 atividades gratuitas, que incluem “atividades culturais multidisciplinares com um eixo central na música clássica e na perceção sensorial do mundo”.

Com direção artística da Academia Internacional de Música “Aquiles Delle Vigne”, do Porto, também parceira do projeto, o programa assenta maioritariamente em atividades de ar livre, com espetáculos musicais que vão decorrer em “locais inusitados” mas de “interesse histórico e patrimonial”, numa lógica de “economia social e circular que envolve o património, a gastronomia, a cultura, as artes plásticas e as rotas turísticas”, descreveu o presidente da Câmara de Sardoal, Miguel Borges, na apresentação do projeto, que contou com a presença dos autarcas dos municípios envolvidos e respetivos parceiros.

O projeto vai ainda “entrecruzar públicos das diferentes rotas”, como a Estrada Nacional 2, a GR22, o Geopark UNESCO, a Rota do Sagrado, os Caminhos de Santiago e variados trilhos pedestres, abrangendo as áreas da cultura, ambiente, desporto aventura e gastronomia, entre outras.

O projeto, que principia dia 02 de julho em Sardoal e termina em julho de 2022 em Castanheira de Pera, articula-se em rede entre agentes culturais e municípios, cruzando a região Centro desde o rio Tejo (Sardoal), por perto de Espanha no alto da Serra da Estrela (Celorico da Beira), passando pelo curso do rio Zêzere e pela Serra da Lousã (Castanheira de Pera).

A candidatura ao projeto “Viver ao vivo, com tempo no Centro” foi aprovada pelo Programa Centro 2020, após ter sido formalizada em agosto de 2020 pelo município do Sardoal no âmbito da Programação Cultural em Rede, e é financiada a 100% por fundos comunitários.

Fonte: Notícias de Coimbra