UNESCO defende restituição das esculturas do Pártenon

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A UNESCO defendeu que o Reino Unido deve iniciar consultas com a Grécia para devolver as esculturas do Pártenon, que há mais de 200 anos se encontram no Museu Britânico, em Londres, segundo um comunicado oficial grego divulgado hoje.

No comunicado, a embaixada da Grécia em Lisboa refere que a decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) foi aprovada por unanimidade em setembro na 22.ª sessão do Comité Intergovernamental da instituição para a Promoção da Devolução de Bens Culturais aos seus Países de Origem (ICPRCP).

A Grécia, aliás, tem reclamado no próprio comité da UNESCO o início de conversações desde 1984, quando a questão foi levantada pela primeira vez pela então ministra da Cultura grega, Melina Merkouri, “mas sem resultado concreto devido às repetidas recusas do Reino Unido em iniciar o diálogo” com as autoridades de Atenas.

“Este desenvolvimento é especialmente importante porque sublinha a natureza intergovernamental desta questão e pressiona o Governo britânico a envolver-se no assunto que, até agora, tem sido menosprezado pelo lado britânico como uma disputa que recai exclusivamente na jurisdição do Museu Britânico” (onde grande parte das esculturas estão expostas desde 1817), refere-se no comunicado.

“A decisão reconhece as dimensões históricas, culturais, jurídicas e morais desta questão e da reunificação das esculturas do Pártenon”, acrescenta-se no documento sobre as esculturas, que foram desmanteladas e transportadas para Londres em 1816.

O Museu Britânico, onde estão localizadas as Esculturas do Pártenon, está encerrado desde o início de 2020, devido a danos causados por infiltrações de água.

Fundado pelo Parlamento britânico em 1753, o museu adquiriu os mármores em 1816 a Thomas Bruce, um nobre e diplomata escocês mais conhecido como Lord Elgin, pelo valor de 35 mil libras esterlinas, preço que incluía também outras peças da Acrópole.

Fonte: Notícias ao Minuto