Cravo e Pianoforte são os mais recente “tesouros nacionais”

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Pianoforte_Henri-Joseph van Casteel

Pianoforte, Henri-Joseph van Casteel

Foi publicado em Diário da República, no dia 5 de janeiro, que o Cravo João Batista Antunes do século XVIII (1789) foi classificado como bem de interesse nacional (BIN), com a designação de “tesouro nacional”. Recebeu também a  classificação como bem de interesse nacional (BIN), igualmente com a designação de “tesouro nacional”, o Pianoforte, Henri-Joseph van Casteel, também do século XVIII (1763).

O cravo é um instrumento de tecla com cordas dedilhadas. A sua forma exterior aproxima-o do piano de cauda, enquanto que o som que produz remete para cordofones, como a viola dedilhada, tendo sido um instrumento habitual nos serões palacianos até finais do século XVIII.

O Pianoforte van Casteel, como é designado, foi construído em Portugal em 1763 e provém da coleção do compositor Alfredo Keil, autor do Hino Nacional e da ópera “A Serrana”, entre outras peças musicais, fazendo parte do acervo do Museu Nacional da Música.

O Cravo de João Batista Antunes foi construído “numa altura em que já se ouviam os pianofortes nos salões” e daí ter “uma maior extensão, e um teclado maior, permitindo tocar composições que, no outro caso, não são possíveis, [pelo que] há, assim, uma evolução muito nítida”, afirmou, em declarações à Lusa, em 2018, a diretora do Museu Nacional da Música (MNM), Graça Mendes Pinto.

Os dois instumentos integram parte do espólio do MNM, que possui uma das mais ricas coleções de instrumentos musicais da Europa, alguns deles classificados como Tesouros Nacionais, como é o caso do Violoncelo Stradivarius Chevillard – Rei de Portugal, do Cravo Antunes, ou do Cravo de Pascal Taskin.

O acervo inclui peças do séc. XVI ao séc. XXI, de produção portuguesa e internacional, de tradição erudita e popular. Além de instrumentos musicais, os visitantes podem encontrar no museu documentos, fonogramas e iconografia.

O Museu possui ainda um Centro de Documentação e dinamiza uma vasta programação de extensão cultural, em que se destacam concertos, visitas temáticas e ateliers. Está aberto ao público na estação Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa.

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