Países Baixos vão adquirir obra-prima de Rembrandt por 150 milhões de euros

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Os Países Baixos vão adquirir a obra ‘Standard Bearer’ (Porta-estandarte), um autorretrato do mestre neerlandês Rembrandt, por 150 milhões de euros, após o Senado ter autorizado esta terça-feira a despesa.

Este processo será concluído em quatro semanas e os Países Baixos passarão a ser o proprietário oficial desta obra, revelou o novo ministro da Cultura, Gunay Uslu, citado pela agência de notícias neerlandesa ANP.

A maioria dos grupos políticos concordou com o governo, que considera a pintura uma valiosa adição à coleção de arte pública dos Países Baixos.

No entanto, vários também demonstraram reservas em relação ao momento da compra, numa altura em que muitos artistas ou empresas do setor cultural estão a sofrer com as medidas restritivas devido à pandemia de covid-19.

O ministro da Cultura destacou o “estilo único” da pintura, descrevendo-a como um “ponto de viragem” na carreira de Rembrandt.

A aprovação na câmara alta do parlamento neerlandês representou o último obstáculo à compra, após o acordo da câmara baixa em meados de dezembro.

Os Países Baixos e a família Rothschild já tinham assinado, a 8 de dezembro, uma carta de intenção para a venda da obra, um autorretrato pintado em 1636, aos 30 anos, pelo pintor neerlandês.

“O ‘Porta-estandarte’ é uma das obras-primas absolutas de Rembrandt e está intrinsecamente ligada à história dos Países Baixos”, realçou o Ministério da Cultura em comunicado, citado pela agência AFP.

Paris tinha anunciado em 7 de dezembro que a obra, classificada como “tesouro nacional” em França e avaliada em 165 milhões de euros, podia voltar a ser colocada no mercado de arte, tendo o Estado francês desistido da sua aquisição.

A compra pelos Países Baixos resultará de uma combinação de financiamento público e privado, com a Associação Rembrandt a doar 15 milhões de euros e o Rijksmuseum Fund, dez milhões de euros.

Fonte: Expresso

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