Gulbenkian expõe “duas obras maiores” de Paula Rego adquiridas em 2022

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Fundação Calouste Gulbenkian

A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vai homenagear a pintora Paula Rego, no primeiro aniversário da sua morte, com a exibição, a partir de 8 de junho, das duas obras recentemente adquiridas, “Anjo” e “O Banho Turco”.

Segundo a curadora Helena de Freitas, que foi diretora da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, as duas pinturas vão estar expostas “num lugar central da sede” da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) de 08 de junho, data do aniversário da morte de Paula Rego, até ao dia da Gulbenkian, que se assinala a 20 de julho.

“Não é uma exposição, é uma apresentação de duas obras. Integra-se numa dinâmica que queremos criar de ocupação mais fluida dos espaços da Fundação, e da Gulbenkian no geral, e do CAM [Centro de Arte Moderna], quando inaugurar”, disse à Lusa.

É também “uma sinalização sobre o momento muito importante” de aquisição de “duas obras de referência” de Paula Rego, desde logo “Anjo”, que é uma pintura que se destaca como “uma das mais icónicas” da artista e que representa uma espécie de “síntese de todo o seu programa artístico”.

“Ela própria dizia que quando morresse era a pintura que levaria com ela, por isso é uma história que a tem acompanhado ao longo da sua narrativa mais pessoal”, contou Helena de Freitas.

A curadora esclareceu que não se trata de um “autorretrato”, porque ela não o assumiu como tal, mas é “uma imagem muito forte e muito irradiante, que se identifica com todo o sentido interventivo do seu trabalho: por um lado a espada, por outro lado a esponja, com aquela figura central de braços abertos, entre a vingança, o castigo e o perdão.

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