O Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), em Lisboa, abre a 28 de outubro com peças da Coleção Ellipse, uma mostra da Coleção Teixeira de Freitas e uma exposição da artista Berlinde de Bruyckere.
O museu estará encerrado ao público três dias antes da inauguração – a 25, 26 e 27 de outubro – abrindo com a exposição permanente “Objeto, Corpo e Espaço – A revisão dos géneros artísticos a partir da década de 1960”, que espelha a arte das vanguardas a assumir a tarefa de repensar o objeto artístico, os seus processos criativos e a relação com o espetador.
A outra exposição permanente é “Coleção Berardo do Primeiro Modernismo às Novas Vanguardas do Século XX”, num percurso com núcleos dedicados às principais vanguardas históricas da primeira metade do século XX, como o cubismo, o dadaísmo ou o surrealismo.
“Para assinalar este processo [de negociação do depósito] vamos começar já com uma exposição de desenho, que é muito importante nesta coleção, porque Teixeira de Freitas teve uma atenção particular a esta disciplina”, indicou Delfim Sardo, acrescentando que o título da mostra “aponta para pensar o desenho como uma atividade contínua e permanente dos artistas, que permite observar de forma próxima os processos criativos e as relações entre a sensibilidade e a conceptualização”.
Na mesma altura, será inaugurada outra exposição temporária, dedicada a “uma artista belga, que tem tido um reconhecimento internacional importantíssimo”: “Berlinde De Bruyckere – Atravessar uma ponte em chamas”.
A criadora, nascida em 1964, “tem vindo a desenvolver um trabalho no campo da escultura e do desenho de enorme intensidade em torno das grandes temáticas da arte, nomeadamente a morte, a redenção, a dor e a memória”, e a exposição foi concebida especificamente para o MAC/CCB, revelou o curador.
O MAC/CCB pretende ser “um museu no qual o diálogo entre as várias tipologias artísticas assenta na multiplicidade de práticas da arte [da atualidade], não só proporcionando visões históricas, como mapeando as visões dos artistas de hoje”.
Fonte: Observador